domingo, 9 de maio de 2010

Algas em decomposição na praia de Barrinha causam mal cheiro

Foto: Blog Matemática de Aula

As algas marinhas que estão depositadas na praia de Barrinha e em processo de decomposição causa transtorno a populares da comunidade. A quantidade que cobre quase toda a faixa de areia, exalando um mal cheiro muito forte e esse odor espalha-se para as comunidades vizinhas, através do vento.

Um professor da cidade de Grossos visitando o litoral icapuiense comentou em seu blog  (http://matematicadeaula.blogspot.com/2010/05/praia-de-barrinha-ce.html) sobre a praia de Barrinha :

Alguns dizem que as praias de Grossos são sujas, porém as pessoas que tem essa impressão é porque não conhecem a praia de Barrinha - CE. No começo dessa semana me deparei com uma praia totalmente fora dos padrões de nosso município - graças a Deus -. Esta praia é completamente tomada por lôdos (algas), não tem nenhum espaço para tomar banho, isso sem falar do mal cheiro provocado pelo apodrecimento desse material orgânico(foto), quem quiser conferir essa praia ela fica entre Tremebé e Icapuí.

5 comentários:

Neyzinho disse...

Meu amigo vou t dizer uma coisa... hj eu fui pescar d linha com um amigo da barrinha e quando chegamos passei pela situação mais nojenta da minha vida: Desci do barco e vim com água acima da cintura, quando cheguei no seco minhas pernas estavam cobertas de bicho de mosca friviando (eca)... mas foi verdad, coisa imunda akilo. O cara disse q é do capim, que as moscas põem na maré baixa.

Claudi Mar disse...

Neyzim

Tás chamando os seres vivos dos ecossistemas praieiros de nojentos é? Ai é uma consciência ambiental..KKK

Brinkando, a sujeira ali na praia realmente incomoda, mas me parece ser um fenômeno natural que ocorre todo ano nesse período. Vou consultar alguém que entenda do assunto e postarei futuramente neste blog.

Valeu!

Adolfo Maia disse...

Comentário recebido de e-mail do geografo Arimatea Silva:


Realmente a educação brasileira vai mal. Como professor, o senhor fez um infeliz comentário sobre a praia da Barrinha. Fique sabendo que aquela praia, graças a Deus, tem o maior banco de algas do Estado do Ceará, que produz a base das cadeias de todos ecossistemas da Zona Costeira, abrigando uma vasta biodiversidade e aparecendo
como área de alimentação e reprodução dessas espécies. As algas na praia é um processo natural, ocorrido nas mudanças de correntes marinhas, que traz a praia uma riqueza infinita de nutrientes, o cheiro forte é proveniente da decomposição natural. A natureza não produz sujeira, nós sim a produzimos, inclusive quando falamos coisas das quais não conhecemos.

Arimatea Silva
Geógrafo e Pesquisador do Banco dos Cajuais

João Paulo disse...

Meu Deus está foi o cometario mais infeliz que vi. Olha ai a educação brasileira mostrando a cara. Tenho pena é dos alejados que esse cara transforma sendo um professor... Como diria Boris " Isso éuma Vergaonha".

Arimatea Silva disse...

Vamos entender o processo das algas (que não são lôdos, porque lôdos são fungos) na praia da Barrinha.

Aquela região tem uma formação geológica pleistocenica, que criou uma planície de maré onde a água recua mais de 3,5km na baixamar, fenômeno impressionante no litoral brasileiro. Essa planície oferece substrto para fixação de vários organismos marinhos principalmente algas e fanerógamas, tornando assim, o segundo maior banco de algas do Estado do Ceará. Esse local abriga uma vasta biodiversidade e é fonte de alimentação para todo cadeia ecossitêmica e para a população da comunidade da Barrinha. Fenômenos naturais fazem com que as correntes marinhas mudem em alguns meses do ano, principalmente no primeiro semestre, arrastando grande quantidede de algas até a praia, são as chamadas algas de arribada. Essas algas entram em processo de decomposição e produzem gases como metano, enxofre entre outros, daí o mau cheiro que fica por alguns dias, depois volta tudo ao normal, e a paria fica rica em nutrientes para os planctos iniciarem a base da cadeia ecossistêmica. Vale ressaltar que esse banco de algas, gera emprego e renda para boa parte da população da barrinha, que recolhem essas algas e transformam em varios tipos de alimentos e cosméticos.

Arimatea Silva
Geógrafo e Pesquisador do Manguezal da Barra Grande e Banco de Algas