quarta-feira, 11 de agosto de 2010

UFERSA elabora pesquisa sobre pesca da lagosta em Icapuí

A Universidade Federal Rural do Semi-Árido - UFERSA, através do curso de Engenharia de Pesca elaborará uma pesquisa para avaliar os pontos negativos da pesca de mergulho, bem como avaliar uma área experimental para esse tipo de atividade. A pesquisa será coordenado pelo professor Marcelo Augusto Bezerra, que trabalhou alguns anos em Icapuí. Terá apoio do Ministério de Aquicultura e Pesca, que foi representado pelo diretor de Planejamento e Ordenamento da Aquicultura em Estabelecimentos Rurais e Áreas Urbanas, Luiz Osvaldo de Souza,. 

No dia 10 de agosto, aconteceu uma reunião com representantes dos pescadores do município para falar da proposta da pesquisa e ouvir e discutir propostas para o ordenamento da pesca da lagosta. 

Esta iniciativa é importante tentativa para por fim, através do diálogo, aos conflitos que desde o ano passado, Icapuí vem sofrendo.

A Assessoria de Imprensa da Ufersa nos indicou a matéria, que está reproduzida na integra, abaixo.


ICAPUÍ - 10/08/2010
UFERSA elabora pesquisa sobre pesca da lagosta

A pesca de lagosta será objeto de estudo da Universidade Federal Rural do Semi-Árido. Um projeto de pesquisa está sendo elaborado pelo Departamento de Ciências Animais, por meio do curso de Engenharia de Pesca. Segundo o coordenador da pesquisa, professor Marcelo Augusto Bezerra, um convênio será firmando entre a UFERSA e o Ministério da Pesca e Aquicultura para viabilizar o trabalho. A pesquisa contará com a participação dos estudantes de Engenharia de Pesca.

Nesta terça-feira, 10, o professor Marcelo Augusto e o diretor de Planejamento e Ordenamento da Aquicultura em Estabelecimentos Rurais e Áreas Urbanas, Luiz Osvaldo de Souza, se reuniram com os pescadores de Icapuí. “Estamos aqui para ouvir os pescadores e discutir propostas voltadas para o ordenamento da pesca da lagosta”, disse o representante do Ministério da Pesca. A pesquisa proposta pela UFERSA é para avaliar os pontos negativos da pesca de mergulho, bem como avaliar uma área experimental para esse tipo de atividade.

ACEITAÇÃO - “Acho a pesquisa fundamental para que possamos encaminhar ao governo a real necessidade da pesca da lagosta”, afirmou o vice-presidente da Colônia de Pescadores de Icapuí, Manoel Jeová. Há mais de 25 anos como lagosteiro, Paulo Jorge Damasceno, também é favorável ao trabalho proposto pela Universidade do Semi-Árido. “Sou favorável à pesca com compressor e concordo com a pesquisa, pois vai tirar todas as dúvidas com relação a esse tipo de pesca”, opinou.

A pesca da lagosta vem se tornando ponto crítico no litoral de Icapuí, inclusive, sendo registrado confronto armado entre os pescadores. A nossa proposta é contribuir no ordenamento dessa atividade que tem ocasionado prejuízos não apenas para os pescadores, mas para a região”, afirmou o professor da UFERSA Marcelo Augusto, acrescentando a importância do trabalho como extensão universitária. “Hoje, estamos oficializando para os pescadores a disposição da Universidade Federal do Semi-Árido em desenvolver esse trabalho aqui em Icapuí”, complementou.
A atuação da UFERSA em Icapuí é justificável por estar localizada a apenas uma hora do município cearense e ser uma área de atuação para os estudantes do curso de Engenharia de Pesca. O professor Marcelo Augusto agendou um novo encontro com os pescadores na próxima quarta-feira, 18, para apresentar o projeto de pesquisa.

Até a pesquisa começar efetivamente, o professor sugeriu aos pescadores de Icapuí, principalmente das praias de Barrinha e Redonda, um pacto de não agressão e a suspensão das ações de fiscalização civil com tripulação armada e encapuzada.

O estudo será realizado no município de Icapuí, no Ceará, onde nos últimos meses a pesca da lagosta vem ocasionando conflitos entre os pescadores. A pesca com compressor, atividade proibida pelo Ibama, mas praticada em todo o litoral da região nordeste, é um dos pontos a ser avaliado na pesquisa. No estudo, os pesquisadores da universidade vão verificar a fisiologia do mergulho em função da profundidade e do tempo embaixo da água.

O estudo propõe ainda a elaboração de um inventário de pesca e o cadastramento dos pescadores de Icapuí. Outro ponto será a coleta de dados sobre as embarcações que são utilizadas e os métodos de pesca praticados naquela área do litoral. Os pesquisadores querem acompanhar ainda todo o processo de desembarque do crustáceo.

Fonte (Fotos e texto): UFERSA

Um comentário:

Francisco disse...

Otima iniciativa dos que fazem e do ministerio de aquicultura e pesca, esperamos que com esse estudo possamos dar rumos ao nosso setor pesqueiro, acabar com os conflitos e melhorar a vida dos nossos pescadores e a economia da nossa cidade.