quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Ambientalista questiona impacto ambiental da federalização do Porto da Barra Grande

Porto da Barra Grande - Foto: Adolfo Maia
Um debate ambiental sobre o impacto da proposta do Deputado federal José Airton Cirilo sobre a federalização do Porto da Barra Grande em Icapuí (Veja a postagem AQUI), aprovada pela Comissão de Viação e Transporte da Câmara de Deputados. A grande preocupação é que esse projeto venha aumentar a degradação no já frágil ecossistema manguezal da referida praia.

Leia o comentário de José de Arimatea Silva, Geógrafo e Mestrando em Geografia Física da Zona Costeira - UFC:
...E pode figurar também a degradação do restante dos 25% do ecossistema manguezal. A dragagem, o aumento da circulação de embarcações e consequentimente de outras atividades na região da Barra Grande poderão aumentar o processo histórico de degradação do manguezal que já suportou vários ciclos econômicos (salina, pesca, carcinicultura) inicialmente encantou todo mundo e surgiu como salvação, porém, todas essas atividades resultaram em abandono e degradação (vejam as salinas e as fazendas de camarão) deixando no final danos ambientais que comprometeram todo ecossistema. 

Os serviços ambientais do manguezal preservado gera mais renda (e bem distribuida) do que qualquer outra atividade. Penso que esse projeto deve haver maior discussão, dentro de uma proposta que tenha visão de longo prazo, considerando os vários estudos já feitos na área, realizar outros estudos e considerar também a importância do manguezal para a manutenção da biodiversidade, e da pesca. 

É cedo para parabenizar o projeto, eu parabenizaria um projeto de recuperação, gestão, zoneamento, fiscalização e proteção do manguezal, e a retomada da Unidade de Conservação da Barra Grande.

3 comentários:

procad disse...

Este projeto que perdurava há muito tempo definitivamente está mais próximo de ser realidade. A federalização do porto da Barra Grande representa uma grande conquista àqueles que o utilizam principalmente os pescadores. As obras de infra-estrutura para os barcos atracarem no porto, a execução de novas vias para facilitar o comércio e urbanização, todo isso pode se constituir em melhorias não só para a pesca, mas também para o turismo.

Estas obras não implicam na contínua degradação que o nosso ecossistema manguezal sofreu através da “doação criminal” das áreas que fazem parte do ecossistema, como o apicum, canais de marés, gamboas etc. para a construção das arrasadoras fazendas de camarão que lá se encontram se nenhuma sustentabilidade.

O que nós devemos lutar neste momento é para que seja contemplado nesses projetos um plano de recuperação de áreas degradadas (PRAD), que terá grande importância para a reconstituição da imensa área que se encontram em processo de degradação, as que se encontram degradada e também àquelas que lutam para se recompor.

José Marcelo

Tiago disse...

Quando me pergunto o porquê dos filhos de Icapuí sairem de sua terra natal em busca de evolução intelectual, que geralmente ocorre a partir da graduação, lembro-me do fato de nós, que estamos, hoje, fora do nosso município, possamos levar todos os nossos conhecimentos adquiridos para a evolução e estrtuturação educacional, social, ambiental e de saúde em nossa cidade. Por muitas vezes, até quando um Geólogo, hoje mestrando da Universidade Federal do Ceará traz um conhecimento adquirido após inúmerads horas de estudo e de pesquisa para uma discssão produtiva e, até mesmo, de grande relevância para a manutenção dos nossos ecossistemas tão famosos e importantes para todo o planeta, por muito é evitada. Pergunto-me então: " Para que saber de tudo isso se não tenho oportunidade de, ao menos, discutir os benefícios e os malefícios de tantos projetos..."
Não estou dizendo que não se deve federalizar o nosso porto, no entanto, peço que aceitem a opinião do Arimatéia, que outros especialistas, que também já existem em nosso município, possam também dar sua contribuição e avaliar, de forma digna e produtiva os projetos relativos ao crescimento de nossa cidade.

Geografia disse...

Para começar o debate gostaria de saber quem é José Marcelo, o que faz, e que serviços tem prestado ao município de Icapui, quantos anos pesquisou o manguezal da Barra Grande, quantas mudas de mangue colocou lá dentro, quantas atividades participou em defesa do manguezal e o que ele entende de sustentabilidade e impactos ambientais???? Respondidas estas questões poderemos conversar.

José de Arimatea Silva
Geógrafo
Mestrando em Geografia Física