sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

OPOVO: Roteiro turístico alternativo no Ceará

 Além de conhecer as belezas naturais do litoral cearense, o turista pode fortalecer a economia local

01.12.2010
Além das belezas naturais, os turistas poderão conhecer a cultura e os costumes locais (BANCO DE DADOS)

Você sabia que é possível viajar pelo litoral do Ceará e, ao mesmo tempo, ainda conhecer a cultura singular de dez comunidades costeiras, pelo custo médio de R$ 50 a hospedagem?


Batoque, Prainha do Canto Verde, Assentamento Coqueirinho, Ponta Grossa, Tremembé, Curral Velho, Flecheiras, Caetanos de Cima, Jenipapo-Kanindé (Aquiraz) e Tatajuba; de leste a oeste do litoral cearense, cidades ricas de belezas naturais, entre manguezais, lagoas, dunas e praias, reservam um roteiro alternativo de fazer turismo.

Juntas, as dez possibilidades de visitação integram a Rede Tucum, que desde 2008 promove um modelo de turismo voltado para a valorização da economia local, incluindo no roteiro de viagem atividades próprias da cultura da comunidade, como passeios de jangada e de catamarã, além de trilhas ecológicas e aulas de pesca. Todas as atividades são promovidas por famílias locais e o lucro é revertido em benefício para o crescimento da comunidade.

No litoral, de uma ponta à outra, os destinos possíveis abarcam uma amplitude de aproximadamente 500 km da zona costeira cearense, cuja área total é de 573 km. Em Fortaleza, a Rede conta com dois pontos de apoio, abertos para visitação, que oferecem hospedagem solidária (sem custo ou de custo mínimo): a Associação das Mulheres em Movimento e o Alojamento Frei Humberto.

Turismo comunitário
Desde 2008, as doze integrantes, incluindo comunidades litorâneas e os centro de apoio fortalezenses, atuam em organização comunitária para que o turismo praticado não substitua a pesca, a agricultura e o artesanato locais. A ideia é que as atividades turísticas sejam complementares às práticas culturais de cada lugar. “O diferencial desse tipo de turismo é que ele é gerenciado pelas pessoas da própria comunidade, não tem nenhum interventor que desenvolva isso. Restaurantes, pousadas e passeios são levados pra frente pelas famílias nativas”, explica Lindomar Fernandes, coordenador de turismo local da Prainha do Canto Verde.

De mãos dadas com a Rede Tucum para viabilizar essa alternativa estão o Instituto Terramar e a Associação Tremembé, de origem italiana. A coordenadora de projetos da Tremembé, a italiana Mônica Bonadiman, avalia que o turismo comunitário é uma outra forma de fazer turismo no País: “O Brasil lá fora é promovido turisticamente pelo sol, carnaval, pelas mulheres bonitas. Mas aqui no litoral não tem só isso. O povo que tem tradição não tem visibilidade e o turismo comunitário quer mostrar a verdadeira cara dos povos daqui”, disse.

SERVIÇO


Média de custo do turismo comunitário

Hospedagem: De R$ 25 a R$ 80 (com café da manhã)

Refeições: De R$ 12 a R$ 30

Passeios de jangada: R$ 65 a R$ 80 (1 a 4 pessoas)

Trilhas ecológicas: depende do grupo. Média: R$ 10 por pessoa

Mais informações: Instituto Terramar (apoiador da Rede Tucum) Rua Pinho Pessoa, 86 - bairro Joaquim Távora

Telefones: 3226.2476/ 3226.4154

info@tucum.org
NÚMEROS

80 Reais 
É o máximo gasto com hospedagem nas praias que fazem parte da Rede Tucum.

SAIBA MAIS

O diferencial do turismo comunitário

''Os turistas que decidirem ir para essas comunidades vão curtir a praia e ainda deixam um investimento, para o desenvolvimento local'', afirma Mônica Bonadiman. Para ela, a população de cada comunidade planeja o próprio turismo, e o visitante vivencia uma troca cultural com os nativos.
Juliana Diógenes

3 comentários:

Juarez Teixeira disse...

Como podemos observar pelas 2 matérias de hj o nome de Icapuí cresceu de uma forma gigantesca e continua crescendo, por isso é q observamos a cada ano q passa o nº de turistas aumentarem, só ñ vejo mesmo é o incentivo da da sec. de turismo junto com a prefeitura... graças q temos a mídia (jornais, blogs, televisão....) q vez por outra fala da nossa cidade, fazendo um propaganda gratuita... mais claro quando a sec. de turismo do CE. vem a público dizendo q o nº de turista está aumementando na nossa cidade, vens uns e outros na camara e na rádio local se vangloriar dizendo q é investimento da prefeitura.... vejam só hj são (10/12) e até agora ñ se quer uma iluminação natalina na praça ou em quaquel local da cidade e olha q antigamente sempre achei feia... faltava criatividade (bons tempos) a praça era bem mais bonita... cadê o incentivo turístico?

Adolfo Maia disse...

Eu acho que com a situação financeira da prefeitura municipal, com atraso dos prestadores de serviço de várias secretarias, não terá pelo 2 ano seguido decoração natalina em Icapuí.

A questão é que as pessoas façam os enfeites natalinos em frente as suas proprias casas, para dar um tom simbolico deste momento.

Mas ainda da tempo de fazer alguma coisa.

Fazer pelo menos um evento natalino chamando a Banda de Musica Municipal para fazer uma tocata em homenagem a referida data em plena praça central.

Coisas simples de se fazer e que não demanda muito recursos.

Mas o que falta é iniciativa de fazer as coisas acontecerem! Falta um chefe que cobre ação dos funcionários públicos para realizar atividades.

Blog do Vereador Marcos Nunes disse...

Parabéns aos defesores do turismo comunitário. Essa modalidade de turismo divide renda, fortalece a cultura local, dinamiza a economia com a quisição de produtos regionais. Precisamos que outros mercados do sertão conheçam Icapuí, por isso defendo a construção da estrada Icapuí-Jaguaruana. Veja no blog www.vereadormarcosnunes.blogspot.com