quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Artigo: Auto-avaliação de um educador – 2010

Escrito por Wellington Pinto
Professor

Sinto-me na obrigação de responder aos pais, alunos, funcionários, colegas de trabalho e ao próprio grupo gestor que só tem olhos para quem faz parte do grupo, do meu trabalho como professor e diretor de turma no ano de 2010. Farei uma breve avaliação do meu trabalho para que seja registrado pedagogicamente e historicamente nos anais da história.


Desenvolvi em 2010 um projeto chamado “Excursões pedagógicas”; esse projeto foi feito quando eu era coordenador de turma e até hoje mantenho aceso a chama desse projeto com ações práticas. É costumeiro todo ano fazermos trabalho de campo com os alunos, nesse ano fomos para Fortaleza conhecer o Teatro José de Alencar, Museu do Ceará e Centro Dragão do Mar, creio que essa aula de campo tem servido aos alunos como conhecimento histórico e cultural. Cabe aqui agradecer aos patrocinadores que ajudaram nesse projeto, deputado estadual Dedé Teixeira, José Airton Cirilo e João Alfredo (vereador de Fortaleza). Marcamos também presença na inauguração do museu de Aracati com os alunos que viram um pouco da história do Aracati, vale ressaltar que a história de Icapui perpassa a história de Aracati, Icapuí já foi distrito de Aracati.
Não paramos aí, na feira de Ciências da escola Gabriel elaboramos um projeto que tinha como tema “Conhecer as ruas para preservar”. As ruas de Icapui levam um nome de um Cidadão icapuiense, se perguntar para os jovens quem foi Enoque Carneiro, Filizolina Freitas, Engenheiro Francisco de Assis, Teotônio de Alcântara... Não saberão dizer quem foi. O projeto foi resgatar essas pessoas que estão no anonimato biográfico. Cada grupo de alunos ficou com uma rua, o trabalho era biografar as pessoas, conseguir uma foto antiga da rua e uma foto recente. Todo esse material foi exposto na feira, trabalho inédito. Envolveu perto de 50 alunos de resgatar esses anônimos esquecidos pela comunidade icapuiense. 

Outro projeto que fui incumbido de assumir foi como diretor de turma, na turma noturna – 1º F. Creio que tenha feito um bom trabalho, os alunos avaliaram meu trabalho como ótimo, tenho os dados da avaliação e os nomes dos alunos que participaram, vale ressaltar que os alunos ficaram, sós sem minha presença para não inibi-los na avaliação. Nessa turma F da noite possui menos evadido, se deve a meu trabalho de ir a casa e motiva-los para voltar, conversas particulares e autoridade em sala para manter o respeito em sala. As notas das turmas de 1º anos da noite o F superou as demais, a disciplina melhorou em relação às outras turmas. Dizem que o pior cego é aquele que finge não enxergar...
A minha relação com os professores creio que seja boa, gostam de me aperrear porque sabem que tenho o pavio curto. As nossas discussões são por questões ideológicas, creio que isso não seja crime. Dialogar dialeticamente é salutar ao processo político pedagógico.
Quanto ao grupo gestor nunca briguei ao ponto de sair das estribeiras, quando me chamam discuto de maneira civilizada, apenas uma pessoa que às vezes não engulo porque a sua maneira de abordar é de humilhar, piadas e diminuir o profissional, isso não aceito.
A qualidade das minhas aulas é de excelência, domino os conteúdos com desenvoltura, as minhas experiências e as minhas leituras diárias me permitem não caducar nos conhecimentos atuais. É uma pena que os alunos não dêem o valor necessário as minha aulas. 
Quanto aos alunos mantenho uma relação “razoável”, alunos gostam de professor que não cobra, deixa a sala de aula virar festa... Eu sou professor a moda antiga daqueles que manda flores; não permito alunos ouvirem som em sala, atender telefone celular, sair para passear nos corredores, chegar a qualquer hora e entrar em sala, conversas paralelas e gosto da fila indiana, se sou chato por conta disso morrerei assim...


Enfim as minhas faltas às vezes se dão por doença, quando posso justifico, tem momentos que não dá para justificar pela gravidade do problema. É preciso lembrar que o professor não é diarista, ele trabalha para cumprir os 200 dias letivos, se faltou tem obrigação de pagar ou então se desconta. Meu envolvimento nos projetos da escola e os meus me permitiram ganhar 40 horas aulas que serão colocadas nas aulas que devo a escola e a sobra irão para o diário para fechar a minha carga horária, creio que meu papel de educador tenho feito dentro das minhas limitações. Para os críticos deixo uma mensagem do Charles Chaplim: “Não sois máquinas! Homens é que sois”.

Um comentário:

hercilio disse...

Parabéns, Wellington! Tive a oportunidade de acompanhar bem de pertinho o teu trabalho pioneiro & revolucionário na Escola Mizinha, em 1990/92.
Tens 1 Currículo surpreendente q possibilitou intervenções interessantes no processo ensino-aprendizagem.
Utilizando a Metodologia Piagetiana [c a introdução de 1 visão sócio-político-filosófica centrada na interação educando-educador na construção coletiva do conhecimento], Wellington pôde ver após 1 década, ainda, os frutos de seu sério trabalho.
EDUCAÇÃO & MUDANÇA, AMIGOS [AS]!!!