sábado, 19 de março de 2011

Artigo: O fim das ideologias partidárias

Escrito por Wellington Pinto
Professor

O tempo passa e nós mortais vamos aprendendo a conviver com os políticos no Brasil. Quando neófitos partidários, brigamos com unhas, dentes e língua na defesa dos ideais partidários na qual fazemos parte, e com o tempo percebemos que todo partido é farinha do mesmo saco. O grande teste de um partido político para testar sua coerência é dá-lhe o poder, o PT é um exemplo claro que as ideologias morreram. Hoje o que vale é o pragmatismo exacerbado, ou melhor, descarado.
O PT fora do poder tinha um discurso socialista, falava de revolução armada, fora FMI, fora ianques, fora banqueiros, enfim fora tudo... Hoje o PT recebe Barak Obama na boa, sem nenhum constrangimento. No Rio alguns petistas radicais ensaiavam um protesto contra Obama, mas foram proibidos pela direção do partido. Particularmente não concordo com essas infantilidades, Lênin chamava essas atitudes de “doença infantil do comunismo”.

Observando algumas posições políticas de alguns companheiros percebi que os mesmos gostam de vida boa, catam oportunidades para se darem bem na sombra do poder. Na prática temos dois partidos, os que estão no poder defendem seu chefe e os que estão fora do poder criticam porque não mamam, ou estão com saudades das tetas do poder. O pior dos partidários são as aves de rapina, fica em cima do muro, quem ganhar estar bom pra eles.

Essa crise partidária no Brasil não é de hoje, sempre fomos fracos na questão partidária. Durante o Império tínhamos dois partidos políticos: o partido conservador e o partido liberal, ambos farinha do mesmo saco. Tanto que se criou uma máxima no Império: “nada mais conservador do que um liberal no poder”.

Os políticos profissionais trocam de partido como troca de roupa, tudo de acordo com as conivências pessoais.

Até os partidos comunistas se renderam ao poder e ao sistema liberal na qual o PT defende e pratica nas ações políticas do dia a dia. Nesses tempos da “esquerda” no poder não se ver um comunista sussurrar qualquer crítica ao poder constituído, caladinhos e bem acomodados.

Na política brasileira hoje não mais vejo partidos políticos que venham fazer uma revolução social, o PT era a esperança, no entanto matou no povo a coisa mais preciosa que um povo pode ter - a esperança. Hoje pesco pessoas nos partidos que possam corresponder aos anseios do Cidadão, em qualquer partido se procurar vamos encontrar pessoas sérias, embora seja uma minoria ínfima.

No Município de Icapuí é um disse não disse, pessoas enrolam a língua para defender A ou B quando esses dois pontos não intercepta sua reta, passa longe. Discutem nas esquinas, brigam, escreve em defesa, outro vem e discorda e a coisa vai caminhando sem rumo certo. Quem perde é o povo nessas discussões bizantinas.

No tempo do Jânio Quadros o símbolo da sua campanha era a vassoura, queria limpar a sujeira do país, passou poucos meses no poder, renunciou e até hoje é uma grande incógnita a sua renúncia. Icapuí inventou o rodo e se tornou um símbolo de mudança (?), criaram duas facções rivais, bicudos (PSDB) e bacural (PT). É muita pobreza política uma discussão política de duas palavras...

No próximo ano (2012) teremos novas eleições para prefeito e vereador, tem havido na cidade rebuliço de nomes, porém não vejo discussão de projetos para o município de Icapuí. São tantos os problemas de Icapuí que não vejo concretamente chegar um político eleito e dizer: “estar pronto, agora vamos inaugurar”.

Até quando esse povo ordeiro de Icapuí vai agüentar esse disse não disse, chegou à hora de inovar, construir um projeto político que não seja de A, nem de B, mas do povo de Icapuí, seja qual for o partido político.

Um comentário:

Antonio Luis da silva disse...

Muito Bom, Prof. Seu Artigo.
Tanto o PC DO B, quanto psol renderam-se ao PT em Icapuí.
São Puxados como se fossem um cachorrinho na coleira.
Um Abraço Professor, acompanho sempre as noticias de seu blog.