quarta-feira, 6 de abril de 2011

José Airton repudia exclusão da sociedade pesqueira no evento que discutiu o Plano Local de Desenvolvimento da Maricultura

06.04.2011
Deputado Federal José Airton (PT-CE) se manifesta contra ações que discutem isoladamente, sem conhecimento da sociedade, sobre o futuro da maricultura no país com o Plano de Desenvolvimento Local da Maricultura.

Para o Deputado o assunto trata de um tema muito importante que afeta principalmente a região do litoral do Ceará. O Deputado , reclama que ele, como o Relator da Medida Provisória que criou o Ministério da Pesca e da Aquicultura, juntamente com a Lei da Pesca, que conseguiu aprovar para dar status e importância a essa atividade pesqueira tão importante, não tenha participado do processo de discussão do Plano de Desenvolvimento Local da Maricultura.

“Lamento que o Ministério da Pesca e Aquicultura não tenha tido a sensibilidade de agregar segmentos importantes da sociedade, nós não fomos convidados”, disse o deputado em discurso na Câmara.

“Eu mesmo, Deputado Federal, Relator da Medida Provisória que instituiu o Ministério da Pesca, filho da cidade de Icapuí,membro da Frente Parlamentar da Pesca, do qual sou o Secretário-Geral, sequer fui convidado para esse debate e para essa discussão”. José Airton denuncia que a Frente Parlamentar da Pesca também, assim como outras entidades, não recebeu o convite por parte do Ministério da Pesca e Aquicultura.

Além disso, se preocupa que o um assunto como esse, de suma importância, que pode ser uma alternativa, uma solução para a crise que vive o setor pesqueiro, sobretudo do litoral do Ceará e, principalmente, da cidade de Icapuí, em vez de ter sido agregado, mobilizado e levado à sociedade para que houvesse envolvimento na discussão, tenha sido tratado em debate fechado.

Para José Airton não é admissível que a implantação do Plano Local de Desenvolvimento da Maricultura seja uma iniciativa para beneficiar uns poucos em detrimento da maioria dos pescadores, da maioria dos trabalhadores que vivem do setor pesqueiro.

“Não podemos aceitar esse fato, por isso questionamos onde serão implantadas essas fazendas marinhas, esses planos locais. Quem serão verdadeiramente os beneficiados? Quem está por trás desses interesses? Essa discussão não foi abordada. Qual o impacto ambiental que esses planos vão trazer para o setor pesqueiro?”.

José Airton alerta ao Ministério da Pesca que essa discussão interessa a todos os pescadores e aos que têm envolvimento com o setor pesqueiro, e não apenas a meia dúzia de pessoas que estão encasteladas no Ministério da Pesca, com interesses escusos, para manipular os diversos segmentos e trazer benefícios para si próprios.

O deputado repudiou o comportamento e mais uma vem alertou ao Ministério da Pesca tivesse mais responsabilidade e sensibilidade no papel de convidar, ouvir, debater e discutir com todos os segmentos da sociedade o Plano Local de Desenvolvimento da Maricultura. “No meu caso, que sou representante do povo do ceará, da minha terra natal, não posso aceitar que o Ministério da Pesca faça um debate desse tipo sem nos convidar para participar”, finalizou José Airton o discurso em plenário.

6 comentários:

Professor Wellington Pinto disse...

Existe uma preocupação muito grande com a pesca e com o pescador, é louvável, mas precisamos também se preocupar com o mar e com as espécies que ali habitam.Da forma que é feita hoje a pesca de maneira predatória e indiscriminada os peixes estarão ameaçados de extinção, o consumo aumenta vertiginosamente a olhos arregalados e não vejo um paradeiro para os peixes do alto mar.É preciso criar berçarios de peixes e depois soltar as espécies mar a dentro.Hoje as tartarugas são protegidas por vários órgãos e os peixes precisam serem cuidados ou então a humanidade perderá essa fonte protéica.

Pet Shop Casa do Animal disse...

A primeira comunidade a trabalhar com maricultura em icapui foi e é a BARRINHA, onde temos um projeto apoiado pela fundação BRASIL CIDADÃO de platio, cultivo e beneficiamneto de lgas marinhas a mais de 8 anos, e nem convidado fomos, temos um projeto lindo e que com dificuldades vem funcionado com o apoio da fundação brasil cidadão, prefeitura municipal, atraves da associação de moradores da barrinha, olvi por terceiros que tinha acontecido esta evento. sera que não excluiram a AMBA? mais uma vez prova que a politicagem esta por tras disso. claudio roberto presidente da AMBA BARRINHA.

ClaudiMar Silva disse...

Amigos,

Estive presente na audiência pública em Redonda, que discutia sobre implantação de projeto de Maricultura em Icapuí. De fato, não ouvi, nem li, nem vi nenhuma menção ao projeto "De Corpo e Alga" desenvolvido na Barrinha pela Fundação Brasil Cidadão, que vem mostrando importantes resultados no cultivo e beneficiamento de produtos oriundos da alga marinha.

Segundo os técnicos, que proporam uma demarcação das áreas mais propícias para cultivo de algas, a faixa de Barreiras de Baixo até Manibú não teriam potencial para tal cultivo. Estranhei também.

Há que se discutir o tema!

Abços!

^^Vilda Alcântara disse...

A AMBA está de parabéns pelo excelente projeto e pelo excelente trabalho que estão fazendo.

Arimatea Silva disse...

Nobre professor Wellington, achei muito relevante suas colocações, quanto aos berçários para os peixes, estes já existem há milhares de anos "os manguezais", resta preservar os que ainda existem e recuperar os que foram degradados, se o manguezal é a base de da cadeia alimentar costeira, porque não começar a discussão da pesca por lá?

Professor Wellington Pinto disse...

Quanto aos berçarios não me refiro aos naturais e sim aos artificiais, Li uma reportagem muito interessante onde a comunidade produz os peixes em laboratórios e depois de crescidos devolvem a natureza, uma forma de preservar algumas espécies ameaçadas de extinção.