terça-feira, 7 de junho de 2011

Empresas de energia eólica aguardam licença da SEMACE para funcionar

Diário do Nordeste - Caderno Negócios

07.06.2011
Endesa pede licença para 3 eólicas no Ceará

Caso a empresa vença o leilão que será realizado em julho, usinas ficarão em Acaraú, São Benedito e Guaraciaba do Norte

Dando continuidade ao plano de explorar o potencial eólico no Ceará, a empresa espanhola de energia Endesa solicitou à Semace (Superintendência Estadual do Meio Ambiente) três Licenças Prévias (LPs) para participar nos leilões de reserva e A-3 de 2011, que devem ocorrer no próximo mês de julho.

As usinas eólicas que a empresa pretende implantar, caso se saia vencedora no leilão, ficarão localizadas em Guaraciaba do Norte, Acaraú e São Benedito. O único projeto que possui previsão de geração de potência é o de Guaraciaba, que deve contar com 24 MW. A reportagem entrou em contato com a assessoria de comunicação da Endesa, mas não obteve retorno.

Além desses empreendimentos que podem integrar a cadeia da energia dos ventos do Estado, outros 14 já haviam pedido licenças à Semace, que analisa toda a documentação e tem até seis meses para fazer a emissão da autorização para as usinas. Os projetos estão espalhados por todo o Estado, em municípios considerados detentores de potencial nesse tipo de exploração energética, como Aracati, Icapuí, Beberibe, Flexeiras, Paraipaba e Trairi.

Condicionante

A LP é um condicionante para que os empreendimentos possam participar do certame. Como forma de facilitar a entrada das eólicas nos leilões, a Semace emite a chamada Licença Prévia para Leilão (LPL), que é uma autorização mais simplificada, beneficiando as empresas participantes. Dessa forma, elas não correm o risco de ter um grande prejuízo caso elaborem um Eia/ Rima (Estudo e Relatório de Impacto Ambiental), consigam a LP, mas não sejam vencedoras no certame do governo.

Investimento

A Endesa havia manifestado, no mês passado, a intenção em investir R$ 1,4 bilhão em eólicas no Nordeste. Segundo a empresa, o Ceará receberia cerca de metade desse investimento, considerando a estimativa de custo de R$ 3,5 mil por quilowatt instalado. Há dois anos, a companhia espanhola vem realizando a medição de ventos na região, mirando o setor eólico.

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