quarta-feira, 2 de maio de 2012

Pesca predatória da lagosta em Icapuí é destaque no noticiário

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Do Portal G1 - Ceará (com informações da TV Verdes Mares)

Moradores de Icapuí denunciam pesca predatória da lagosta na Ceará

Período de defeso começou dia 1º de dezembro e vai até    de junho. Pescadores reconhecem que muitos burlam a lei e pescam escondidos.

A um mês de terminar o período de defeso da lagosta, moradores de Icapuí, no litoral Leste do Ceará, denunciam a pesca predatória e também a falta fiscalização. De acordo com o Instituto Brasileiro dos Recursos Naturais e Renováveis (Ibama), quem desrespeitar o período do defeso está sujeito a apreensão da carga e aplicação de multa no valor de R$ 700 a R$ 100 mil. 

Icapuí tem como principal fonte de renda a pesca da lagosta. Segundo o Ibama, no município existem cerca de 300 embarcações. Desde o dia 1º de dezembro, a pesca da lagosta está proibida em todo o litoral cearense. Durante o defeso, o período em que acontece a reprodução do crustáceo, fica proibida a comercialização. 

Há cinco meses no porto da Barra Grande, onde os barcos que fazem a pesca legal da lagosta, estão parados até o dia 1º de junho, quando termina o defeso. Mas apesar de muitos pescadores respeitarem o período de defeso, eles assumem que a pesca predatória da lagosta é praticada todos os dias. 

O dono de barco, Alcides Martins, disse que muita gente vai para o mar de madrugada pescar. “Aqui em Icapuí, estão passando direto. Pescam escondido. Eu chego à noite. Quando é à noite só vejo as luzes no mar dali para lá”, afirmou. Para o pescador João Batista do Nascimento Filho, é importante respeitar o defeso. “A gente entende que tem de ter o defeso para não acabar a espécie e ficar pior para a gente”, disse. 

Este ano, foram apreendidos cinco embarcações e quase 900 quilos de lagosta. O chefe do Ibama disse que as fiscalizações acontecem com frequência, mas reconheceu que a estrutura atual não é suficiente para monitorar os 573 quilômetros de costa cearense. “Aqui no estado doCeará, nós precisaríamos de três embarcações e temos uma. Nós precisaríamos de 50 fiscais, mas só temos 40. Enquanto estamos no litoral leste, estão pescando no litoral oeste. quando a gente está no mar, não tem ninguém. Quando a gente sai, eles voltam”, argumentou

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